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Alunos de Camboriú buscam viabilizar projeto de cisterna em escola
06/04/2018
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Alunos da escola municipal Professora Ivone Teresinha Garcia apresentaram um projeto de cisterna para captação e armazenamento de água à concessionária Águas de Camboriú durante reunião esta semana. O projeto foi desenvolvido em sala de aula para a 5ª Conferência Infantojuvenil do Meio Ambiente – que tem o tema “Vamos cuidar do Brasil, cuidando das águas”. A reunião buscava viabilizar a execução do projeto e contou com a presença de membros da Fundação do Meio Ambiente (Fucam) e direção da escola, assim como os vereadores John Lenon Teodoro e Márcio Pereira.

Os alunos Eduardo de Fraga, Ana Carolina Schaffer e Fernanda Freitas Cazuni representaram a escola, acompanhados pela professora orientadora Jerusa Bazzo e a diretora Elizabeth Quasne. “Para desenvolver o projeto, os alunos realizaram pesquisas e pontuaram as necessidades da escola. A cisterna irá armazenar a água da chuva, para que seja reaproveitada na limpeza da escola, já que ela não é tratada”, comenta a diretora.
 
A captação será feita por meio do telhado – com formato côncavo, de parábola – do ginásio de esportes da escola. A água da chuva irá escorrer até a calha e ser direcionada para a cisterna que ficará no pátio, próxima ao ginásio. Todo o volume de água presente no reservatório será impulsionado por um motor à caixa d’água e, em seguida, distribuído para a escola.
 
Jerusa Bazzo, orientadora do projeto, acredita que fomentar a criação de projetos com crianças e adolescentes é uma forma de sensibilizá-los e, consequentemente, alcançar a comunidade. “A cisterna é um projeto piloto. O intuito é que ela possa beneficiar a comunidade em dias com falta de água, por exemplo”, explica. As professoras Eliana Backes e Jucimar Mattos auxiliaram no projeto como mediadora e auxiliar, respectivamente.
 
A presidente da Fundação do Meio Ambiente, Liara Rotta Padilha Schetinger, interpreta o envolvimento dos alunos do município em ações socioambientais como uma forma de assegurar reflexos positivos para o meio ambiente. “Nós depositamos muita esperança nas crianças e adolescentes. Se desde pequenos, na escola, eles criarem esse sentimento de cidadania, iremos formar moradores responsáveis com o meio ambiente. Serão adultos engajados, com consciência ambiental”, completa.
 
Uma das ações previstas pelo Programa Tatu de Educação Socioambiental, ligado à Fucam, para 2018 é mapear as escolas municipais para instalação de mecanismo similar. A Fundação irá avaliar formas de execução do projeto. “Podemos pensar num sistema de autuações, no qual o valor de multa seja revertido em material ou ações de serviço ambiental”, finaliza Liara.
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